Brasileirão 2009: Haja coração!

2009 Novembro 22
por Thiago Kimori

Definitivamente, esse Brasileirão não é para quem tem o coração fraco. Haja coração, como diria o outro. Todas as equipes que tiveram a chance de disparar na competição, pipocaram. E pipocaram com ‘P’ maiúsculo, não foi uma ’pipocadinha’. Palmeiras, Internacional, Atlético-MG, Flamengo e o próprio São Paulo, todos deram grandes vacilos.

E nós chegamos ao fim da 36ª rodada com pelo menos quatro times tendo condições reais de serem campeões. É algo que só acontece aqui no Brasil. Faltando duas rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, São Paulo, Flamengo, Internacional e Palmeiras, continuam vivos no torneio. Claro que cada um com a sua história, as suas condições. Vamos por partes…

São Paulo: Time que tem uma ‘regularidade irregular’ em 2009. Não chega a ser uma equipe brilhante, mas está sendo eficiente, até porque nenhum outro está. É o único que depende exclusivamente de si mesmo para ser campeão.

Flamengo: Ora desacreditado, agora é o principal concorrente ao título junto com o São Paulo. Viu a chance de ser líder escapar na noite de hoje, mas ainda continua forte na briga. Em dois jogos tudo pode acontecer.

Internacional: Despontou no início do campeonato como principal favorito. Liderou uma parte da competição e demonstrou uma força incrível. Foi perdendo essa força e começou a se afastar do caneco, porém sempre esteve no G4. Voltou a ter esperanças após vencer, hoje, o Atlético-MG.

Palmeiras: Sem dúvidas, é a maior decepção do Brasileirão 2009. Esteve na liderança durante 19 rodadas, chegou a ter sete pontos de vantagem para o segundo colocado, e agora, se encontra na quarta posição, há três pontos do líder, São Paulo. Apesar de ter chances ainda, e ter o mesmo número de pontos do Inter, o Verdão é o que menos inspira confiança na briga pelo título. Até por que a fase não é muito boa no Palestra Itália.

Maurício e Obina não jogam mais pelo Palmeiras. E quando eles jogaram?

2009 Novembro 19
por Thiago Kimori

Após uma briga ridícula, o zagueiro Maurício e o atacante Obina foram expulsos, não só do jogo de ontem, mas do Palmeiras também. Ambos não vestirão mais a camisa do clube. A confusão não é o motivo principal pela perda do título, seria até injusto dizer isso.

Porém, a conduta dos atletas deixou claro que o ambiente dentro do Palestra Itália não é bom. Podem desmentir, podem dizer ao contrário, mas ontem isso ficou evidente. Obina, questionado na chegada, não mostrou a que veio. Fez duas partidas sensacionais durante a sua passagem pelo Verdão, mas e o resto? Ele não vai fazer falta.

Já o jovem zagueiro Maurício, deve estar profundamente arrependido do que fez ontem à noite no estádio Olímpico. Ele é jovem, essa era a chance que ele pediu a Deus. O camisa 33 estava jogando como titular há dez jogos. Para o Palmeiras, a dispensa dele será muito mais sentida do que a de Obina. Isso é indiscutível.

Ao meu ver, a decisão foi muito precipitada. Talvez houve um exagero por parte da diretoria palmeirense, tendo em vista que isso pode prejudicar a equipe na reta final do Brasileirão. Um afastamento temporário seria a melhor opção. Mas quem sabe eles não voltam atrás? Veremos.

E no final, os craques decidem!

2009 Novembro 16
por Thiago Kimori

Tanto se fala de ‘ter um bom elenco’ para ser campeão brasileiro. De fato, é importante, mas não é só isso. Às vezes não é necessário um bom elenco, e sim, um craque. Aquele cara que você olha e pensa: ‘Joga nele que ele resolve’. É aquele cara que não senti o peso de uma camisa badalada, e faz dela mais importante ainda.

O Brasileirão deste ano pecou em beleza. Os times que ficaram na ponta o campeonato inteiro, não apresentaram, nem de longe, um futebol digno de suspiros. No final, sobrou para os craques do time. O elenco é importante, é essencial nas ocasiões em que faltam jogadores para integrar a equipe titular.

Mas e a importância do jogador fora de série? Fred esteve, durante boa parte da temporada, machucado. Voltou há dez jogos, e fez dez gols. Quem esperaria que o Fluminense poderia, pelo menos sonhar, em escapar da Série B. Ele ditou a famosa frase: ‘Deixa comigo que eu resolvo’, e vem resolvendo.

Já na outra ponta da tabela, Petkovic e Adriano fazem do Flamengo um forte candidato ao título nacional. Ambos estão jogando o ‘fino da bola’, e dando, cada vez mais, esperanças aos torcedores rubro-negros. Não é de se admirar. O Mengão decolou como um foguete nesta reta final do Campeonato Brasileiro, e com certeza, vai disputar o caneco com o São Paulo até o final da competição.

É ou não é?

O Brasileirão está nas mãos (ou nos pés) do Flamengo

2009 Novembro 15
por Thiago Kimori

O Palmeiras vacilou, e muito, algo inacreditável aos olhos de quem vê. O São Paulo, por sua vez, antes sem chances, agora é o principal candidato à campeão nacional, e pela quarta vez seguida. O Flamengo não foi citado, o Campeonato Brasileiro inteiro, como um possível vencedor, mas nas últimas partidas vem mostrando que pode, sim, chegar lá.

Ontem, o Tricolor Paulista abriu três pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Palmeiras. Era exatamente o que não poderia ter acontecido. Dependendo de si próprio, o time do Morumbi não costuma vacilar em momentos decisivos, coisa que seus rivais têm feito com uma frequência absoluta. Como o Verdão já jogou, a única oportunidade para que um time ainda continue perseguindo de perto o São Paulo, é uma vitória do Mengão sobre o Naútico, hoje, em Recife.

Com um triunfo rubro-negro, a diferença do líder para o vice cairia para dois pontos. O alviverde paulista, antes líder, ficaria em terceiro lugar. Agora, se o Fla perder ou empatar nesta rodada, o heptacampeonato ficará muito, mas muito, perto do Morumbi. O jogo entre Naútico e Flamengo pode ser o divisor de águas nesta reta final do Brasileirão. Se o Flamengo perder, desculpem meus amigos palmeirenses, ou flamenguistas, mas o título é do São Paulo!

Assalto no Maracanã: Sumiram com o futebol do Palmeiras

2009 Novembro 8
por Thiago Kimori

Todos palmeirenses, sem exceção, condenarão o árbitro Carlos Eugenio Simon pelo gol mal anulado de Obina (por sinal, um absurdo!). É óbvio que esse lance infuenciou diretamente no placar final da partida, mas não se limitem à isso, palestrinos. O time do Palmeiras não jogou nada na tarde de hoje, foi uma atuação medonha, e que está virando rotina nos jogos do Verdão. Não é de hoje que isso está acontecendo, e se continuar assim, não tenha dúvidas que o quarto lugar já será um grande sacrifício para o alviverde paulista. A liderança não lhe pertence mais.

Enquanto isso, o Fluminense caminha a passos largos em direção à permanência na Série A, que mesmo parecendo impossível, não é. Venceu três times que brigam na parte de cima da tabela, e agora tem quatro jogos para se safar da Segundona. Na briga pelo título, o São Paulo comemora a liderança, com um ponto de vantagem sobre o Palmeiras, e o Flamengo ganha mais força devido a vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG.

Ao que tudo indica, o Brasileirão de 2009 ficará entre o Tricolor do Morumbi e o Mengão. Já o Palmeiras… que se cuide!

Vasco volta à Série A e mantém a tradição dos times grandes

2009 Novembro 7
por Thiago Kimori

Desde 2002, com a queda de Botafogo e Palmeiras, todos times grandes que foram rebaixados, voltaram à Série A do Brasileirão no ano seguinte. Além de Botafogo e Palmeiras, Atlético-MG, Grêmio e Corinthians, também passaram por esse sofrimento. O Vasco confirmou o seu retorno à Primeira Divisão há alguns minutos devido a vitória por 2 a 1 contra o Juventude, no Maracanã. Com isso, a tradição é mantida, um ano cai, no outro volta.

E assim como todos, o time de São Januário volta com força, volta organizado, volta com esperanças de um futuro melhor. A Série B parece dar um novo gás aos chamados times grandes do futebol brasileiro. A equipe carioca já especula alguns reforços para uma volta triunfante. Keirrison e Ronaldinho Gaúcho já foram especulados pelos lados do time cruz maltino.

‘O VASCÃO VOLTOU’

Corinthians 2010: Vale a pena contratar tantos ‘medalhões’?

2009 Novembro 6
por Thiago Kimori

Na ância de vencer a Copa Libertadores pela primeira vez, o Corinthians sai as compras em dezembro. No Parque São Jorge, ouve-se nomes como Riquelme, Roberto Carlos, Tcheco, Júlio César, e por aí vai. Riquelme e Roberto Carlos, apesar de parecerem distantes, podem estar mais perto do que todos imaginam. A questão do dinheiro fica em segundo plano, as parcerias feitas pelo Timão podem bancar com tranquilidade esses ‘medalhões’ do futebol mundial.

Mas o que deveria preocupar os corintianos é o fato de tantos jogadores experientes e consagrados estarem sendo contratados, ou sondados, pela equipe alvinegra. O meia argentino, Riquelme, do Boca Juniors, tem a horrível fama de ser aquele cara ‘ruim de grupo’. Por onde passou, exceto o Boca, o camisa 10 teve muitos problemas no que se diz a respeito de um bom relacionamento. Roberto Carlos, ao contrário, nunca esteve envolvido nesse tipo de problema, porém já está beirando os seus 37 anos de vida.

Às vezes, seria melhor buscar jovens valores que brotam como água em nosso país, do que buscar jogadores estrelas, que podem dar mais dor de cabeça do que recompensas. É claro que eles podem fazer sucesso no Timão, mas podem estragar tudo também. O futebol nos ensinou a perceber que um time bom, não é um time de estrelas, e sim, um time de cooperação. A experiência desses craques é essencial, isso eu não discuto, mas futebol é muito mais do que isso, é conviver em harmonia com os outros atletas, é estar bem condicionado fisicamente, é jogar pelo time, é estar com o espírito de vencer…

No Corinthians, esses jogadores terão que suar sangue, caso contrário, vocês já conhecem a torcida alvinegra. Não adianta ser o Pelé, tem que ser o Pelé com o espírito de um Herrera.

Vieri deve ser anunciado na quarta-feira pelo Botafogo-SP

2009 Novembro 2
por Thiago Kimori

Christian Vieri, ex-Inter de Milão e ex-seleção italiana, deverá ser anunciado nesta quarta-feira pelo Botafogo-SP. O representante do atacante no Brasil, Franck Assunção, tem uma reunião com o presidente do time de Ribeirão Preto, Luiz Pereira, nesta segunda.

A data da sua chegada ao Brasil ainda não está confirmada, sendo que o jogador de 36 anos passará por um período de dez dias de preparação no Rio de Janeiro antes de embarcar para São Paulo. Ele vem para disputar o Paulistão de 2010.

A idéia do clube paulista é realizar dois amistosos. Um deles seria contra o Corinthians, por causa de Ronaldo, ex-companheiro de Vieri na Inter de Milão, o outro contra o seu xará Botafogo, do Rio de Janeiro.

Na Série D, São Raimundo é o primeiro campeão

2009 Novembro 2
por Thiago Kimori

A equipe paraense conquistou o título do Brasileirão da Série D em cima do Macaé, do Rio de Janeiro. Foram realizadas duas partidas na final, a primeira em Volta Redonda, 3 a 2 Macaé, e a segunda, ontem, em Santarém, no Pará, 2 a 1 São Raimundo.

Somados os dois placares, resultaríamos em um total de 4 a 4, mas assim como na Copa do Brasil, a Série D, ou a ‘Quartona’, leva em conta os gols marcados fora de casa. Como o time do Pará marcou duas vezes no Rio de Janeiro, o São Raimundo se tornou o primeiro campeão do Campeonato Brasileiro da Série D.

Entenda a ‘Quartona’

A Quarta Divisão do Brasileirão foi criada no ano passado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e teve a sua estréia neste ano, com a participação de 39 clubes. Em 2010, os participantes serão definidos através dos campeonatos estaduais.

Além do São Raimundo, campeão, o Macaé, o Alecrim (RN) e a Chapecoense (SC), também garantiram vaga na Terceirona de 2010. Alecrim e Chapecoense foram eliminados nas semifinais da Série D deste ano.

Vasco quer Keirrison para 2010

2009 Novembro 2
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por Thiago Kimori

Mas como diz aquela famosa frase: ‘Querer não é poder’. Dorival Júnior, atual técnico do Vasco e ex-treinador de Keirrison no Coritiba, entrou em contato com o empresário do atacante, Marcos Malaquias. Porém, apesar do interesse do time carioca, o empresário do K9 diz que não há chances do atleta retornar ao Brasil nos próximos meses.

“Não vejo chance, sinceramente. Pelo Dorival, Keirrison já estaria no Vasco. Falo com ele muitas vezes, somos amigos também. E eles têm uma ótima relação. No Coritiba, Dorival defendeu o Keirrison todas as vezes, fez bem a ele como jogador e pessoa. Mas Keirrison é do Barcelona e, até por contrato, vai voltar para lá em junho e não deve sair” – disse Malaquias.

A especulação teria surgido devido à uma possível insatisfação do brasileiro no Benfica, pois ele tem poucas chances no time titular, e isso estaria deixando o ex-palmeirense descontente no clube português.

Bruxa solta na 33ª rodada do Brasileirão

2009 Novembro 1
por Thiago Kimori

Internacional 0×1 Botafogo

Santo André 2xo Grêmio

Cruzeiro 2×3 Fluminense

Aposto, e com convicção, que nem os mais fanáticos torcedores de Botafogo, Santo André e Fluminense, esperavam por tais vitórias. O Internacional praticamente deu adeus ao título com essa derrota para o Fogão, o Grêmio viu as chances de ir para a Libertadores se diminuirem ainda mais, e o Cruzeiro… Ah! Cruzeiro! Como deixar escapar uma vitória quando se está vencendo por 2 a 0?

O Fluminense conseguiu a segunda vitória seguida, sendo que ambas foram em cima dos times mineiros. Será que o Flu ainda vai se safar do rebaixamento? Seria algo estupendo, mas eu custo a acreditar que isso possa acontecer. A reação deveria ter iniciado há muito tempo, mas podemos torcer.

Pelo menos se cair, o  time carioca cairá de cabeça erguida, se é que podemos dizer isso! Esse Brasileirão só me surpreende!

Palmeiras vs Defederico: Deu empate!

2009 Novembro 1
por Thiago Kimori

O empate entre Palmeiras e Corinthians teve cara de vitória, mas foi para o Verdão. Foi um jogo totalmente truncado, poucos lances de tirar o fôlego, e tudo foi definido em detalhes. Não direi que clássico se decide assim, pois ficaria muito repetitivo, mas foi o que aconteceu. Um empate justo, com cara de triunfo verde.

O time do Palestra Itália começou bem a partida, atacou, atacou, mas não finalizava como deveria. Figueroa parecia ter medo de chutar em gol, e desperdiçou duas ótimas chances para o alviverde paulista. Um lance ali, outro aqui, e o jogo caminhava assim. Até que Matías Defederico resolveu dar as caras no duelo. O argentino apareceu bem, e teria sido decisivo caso o Timão vencesse o jogo.

Foi dele o passe para Jorge Henrique sofrer o pênalti, cometido por Marcos, que o puxou pela perna. Expulsão para o camisa 1 do Palmeiras, justa e merecida. Ronaldo brilhou, e fez. A partir daí, o Corinthians fez o que deveria fazer, segurou o jogo até o final do primeiro tempo.

Na segunda etapa, Muricy Ramalho optou por colocar Marquinhos no lugar de Marcão. Seria uma boa estratégia caso não estivéssemos falando de Marquinhos. O camisa 11 do Verdão entrou, mas nem parecia estar lá. Errou passes primários, fez jogadas bizarras e fez o coração dos palmeirenses bater ainda mais forte. Deyvid Sacconi teria sido a melhor opção.

Se o ataque não resolvia, Danilo resolveu. Em cobrança de falta, Figueroa colocou a bola na cabeça do zagueiro, Felipe saiu mal do gol, e o Palmeiras empatou. A reação era inevitável, pelo menos era o que todos esperavam. Todos, menos Defederico, que deu outro passe brilhante e Ronaldo fez mais um.

Toda aquela expectativa do time verde ficou restrita àquele sol que dominava a cidade de Presidente Prudente. Um novo empate era tido como improvável pela maioria das pessoas que acompanhavam a partida. Eu disse improvável, e não, impossível.

Mais uma jogada de bola parada, mais uma vez Figueroa, mais uma vez um zagueiro, 2 a 2. Maurício foi o marcador dessa vez. Foi um gol achado, um gol que fez o Palmeiras renascer, coisa que nem ele esperava. Dentinho ainda teve a chance de colocar o Corinthians novamente na frente, mas não colocou.

O resultado ainda deixa o Verdão na liderança do Campeonato Brasileiro com 58 pontos, empatado com o São Paulo, porém com o saldo de gols maior que o Tricolor.

Cansado de ser segundo, Barrichello termina o ano em terceiro!

2009 Novembro 1
por Thiago Kimori

Barrichello é oito, oitenta. Declarou volta por cima, almejou o título mundial antes do GP do Brasil, e ao término da temporada, ficou em terceiro. Nada mal para quem já estava jogado ao vento, sem equipe, sem créditos, e todas aquelas coisas que o mundo sabe.

Rubinho realmente deu a volta por cima. Chegou lá em cima por seus méritos, ou seria por deméritos dos outros? Não sei, só sei que chegou. Chegou? Nem tanto. Terminou a temporada, como sempre, no quase, quase, quase campeão. Valeu a expectativa, Rubens Barrichello conseguiu nos ‘distrair’ enquanto Felipe Massa se ausentou da Fórmula 1.

Ano que vem tem mais, e agora, Senna está de volta à F1. Não é Ayrton Senna, até porque seria impossível, mas sim, Bruno Senna, o sobrinho de Ayrton. Senna atuará pela equipe Campos. Ambos estrearão na Fórmula 1 em 2010. Nelsinho Piquet deve ficar fora dessa.

Ano que vem promete, né Rubinho?

‘Fenômeno’ Obina vs Fenômeno Ronaldo

2009 Outubro 31
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por Thiago Kimori

Dois atacantes, duas histórias, duas realidades parecidas, futebóis totalmente diferentes. De um lado, Obina, um ‘fenômeno’ às avessas, jogos espetaculares, partidas totalmente pífias, épocas boas, épocas péssimas, esse é Obina. Ronaldo é Ronaldo, espetáculo de jogador, coisa de outro mundo, mas que tem pela frente dois adversários invencíveis, os joelhos. Em primeiro plano existe só um Palmeiras e Corinthians, só o maior clássico paulista, só um dos jogos mais esperados na temporada, só o jogo que agita multidões.

Domingo, em Presidente Prudente, veremos mais uma ‘final’ do Brasileirão. É um jogo para não se perder, é uma partida para não se piscar um instante, é um confronto que pode decidir o futuro do Campeonato Brasileiro. Separe a pipoca, ajeite o seu sofá, sintonize a televisão e se delicie com mais uma bela partida de futebol. É imperdível.

Uma ótima diversão para o feriadão. Quem vai levar essa? Façam suas apostas.

São Paulo assume a liderança. E agora, Palmeiras?

2009 Outubro 29
por Thiago Kimori

O que todos temiam, aconteceu nesta quarta-feira. O São Paulo venceu o Inter por 1 a 0 e assumiu a primeira posição do Brasileirão 2009, pelo menos até hoje à noite, pois Palmeiras e Goiás jogam no Palestra Itália às 21hrs. O Verdão precisa ganhar, caso ainda queira algo satisfatório no campeonato. Uma derrota tira o alviverde da liderança e complica de vez a sua situação no torneio. Pelo futebol apresentado ultimamente, é óbvio que a equipe de Muricy Ramalho não voltará mais ao topo da tabela, caso o perca.

São Paulo e Atlético-MG correm por fora. O Tricolor com sua vasta experiência em momentos decisivos, e o Galo como franco atirador, afinal, não vence um Campeonato Brasileiro desde 1971, na época, foi primeiro o campeão nacional (considerando somente Campeonatos Brasileiros). Assumir a liderança era o que o time do Morumbi mais queria, agora a pressão está em cima dos outros. O São Paulo tem (ou tinha) como característica fazer a sua parte, já alguns não honram os uniformes que vestem.

Resta saber como esse campeonato maluco vai terminar. Neste ano, em que até o poderoso time de Ricardo Gomes vacilou, Cruzeiro e Flamengo, antes quase mortos, agora podem sonhar pelo caneco, ou no mínimo, por uma vaga na Copa Libertadores. O Palmeiras que fique atento, pois perder a liderança nessa altura do campeonato pode até tirá-lo da Libertadores. Futebol é 50% psicológico.

Que vença o menos pior!

2009 Outubro 20
por Thiago Kimori

Esse é o Brasileirão mais estranho que eu já presenciei. Times que têm a grande chance de disparar, acabam vacilando e dando chances à outros que vem atrás, mas que também vacilam. Enquanto isso, equipes consideradas quase mortas, começam a resurgir e também disputam o título. Que coisa mais estranha!

O Campeonato Brasileiro deste ano é o campeonato dos times ruins, é o campeonato que vai ser decidido nas últimas rodadas. Não pense que será porque há ótimas equipes disputando o caneco, pelo contrário, o nível é tão baixo que ninguém consegue se distanciar de ninguém. Mas será que não foi sempre assim?

Nos últimos anos, o São Paulo tinha predomínio total no Brasil. Quando os outros bobeavam, lá estava o Tricolor para ‘comer a alma’ deles e ser campeão sem nenhuma dificuldade. Neste ano, nem ele está bem. É até estranho vermos um torneio assim, justamente pela grande quantidade de craques que temos nessa temporada.

Fred, Adriano, Vágner Love, Diego Souza, Ronaldo, Kléber… São só alguns exemplos da constelação que habita nosso futebol em 2009. Mas apesar de tudo isso, o Brasileirão continua muito instável. Ninguém passa segurança, ninguém se mantém firme na briga pelo título. Se tivesse um time regular, ele seria campeão com dez rodadas de antecedência.

E aí, quem leva essa?

Feliz dia das crianças!

2009 Outubro 12
por Thiago Kimori
A primeira fase da vida é a melhor de todas. Você chega ao mundo sem saber para onde vai, aonde vai ficar, porém uma certeza, o prazer de viver e o milagre de nascer. Naquele instante começa uma nova era, uma nova vida que vai mudar as já existentes. Pais e mães acham esse momento o mais bonito que eles podem presenciar em vida.

O bebê cresce e vira criança. Para muitos, a melhor fase da vida, e por que duvidar disso? Esse é o momento em que brincamos, achamos graça de tudo, choramos muito, somos verdadeiros, vemos inocência nas coisas mais cabulosas do planeta. Aquele chamado pela mãe, aquele choro desesperado procurando abrigo nos braços dos pais, tudo isso faz parte da infância.

A falta de compromisso, a hora não marcada, as broncas, que sem elas não aprendemos nada, e a alegria de viver fazem a criança se diferenciar daquele mundo lá fora onde há adultos que nem sempre darão um bom exemplo para esses pequeninos. Dia 12 de outubro é o dia das crianças, o dia em que as crianças ganham presentes, e você consegue ver o brilho de felicidade nos olhos delas com apenas um carrinho, ou uma boneca.

Seja mais “infantil”, ria das coisas, encare a vida com a inocência de uma criança. Elas ensinam a gente, elas mudam muitas pessoas, elas são o futuro da humanidade. E todo mundo já foi um dia.

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!

O Palmeiras é o time a ser batido. Alguém duvida?

2009 Outubro 4
por Thiago Kimori

Vejam os números, eles provam mais do que nunca a bela fase palmeirense no Campeonato Brasileiro de 2009. Três vitórias seguidas fazem do Palmeiras o principal candidato ao título brasileiro deste ano. São Paulo, Atlético-MG e Internacional correm contra o tempo tentando alcançar o Verdão que está a cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado São Paulo.

Eu já vi vantagens serem tiradas, e diga-se de passagem, grandes vantagens. Mas vemos a capacidade de decisão que o time de Muricy Ramalho tem nas partidas importantes, aqueles jogos que fazem a diferença. A caminhada vai se encurtando, e o alviverde depende só de si para levantar o caneco, já os rivais, têm que correr atrás para recuperar o tempo perdido.

Enquanto isso, o tempo passa, as vitórias vêm, e o Palmeiras fica cada vez mais perto do pentacampeonato brasileiro. Façam suas apostas!

Blog do Chamba entrevista: André Kfouri

2009 Setembro 29
por Thiago Kimori
FOTO: lancenet

FOTO: lancenet

André Kfouri é jornalista formado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado). André começou a sua trajetória jornalística na rádio Jovem Pan, em 1993, e desde 1995 é repórter da ESPN Brasil. Em junho de 2009, passou a integrar a bancada que apresenta o Sportscenter, edição do meio-dia. O sucesso na profissão fez com que ele deixasse de ser o filho de Juca Kfouri e se tornasse o André Kfouri, um excepcional jornalista esportivo.

 

Blog do Chamba entrevista: André Kfouri

Blog do Chamba: André, abrindo essa entrevista, gostaria de saber como surgiu o interesse pelo Jornalismo? Você sempre quis exercer essa profissão?

André Kfouri: Sempre. Desde que eu comecei a pensar em trabalho, sempre soube que queria ser jornalista. Na verdade, eu sempre soube que queria ser repórter esportivo de TV. Considero-me um privilegiado por ter descoberto minha vocação tão cedo, e mais ainda por ter conseguido trilhar meu caminho.

BC: Todos sabem que você é filho do jornalista Juca Kfouri. De alguma maneira a carreira bem sucedida do seu pai influenciou para a sua decisão de também ser jornalista?

AK: Indiretamente, sim. Digo isso porque meu pai nunca me estimulou, de forma intencional, a ser jornalista. Mas por acompanhá-lo a estádios e redações desde que eu era pequeno, é claro que eu fui influenciado pelo ambiente, pelo estilo de vida. E como sempre fui apaixonado por esportes, o resultado era bem previsível.

BC: Você já sofreu preconceito na profissão por ser filho do Juca Kfouri?

AK: Preconceito não é a melhor palavra. Mas acredito que sempre haverá aquelas pessoas que olham para você e decidem que a razão de tudo o que você faz é seu sobrenome. Os incompetentes e os frustrados adoram pensar assim. Como sou a favor da felicidade de todos, não me preocupo com isso. Espero que os ajude a dormir à noite.

BC: Você encontrou dificuldades no início da carreira? Quais foram os lugares onde você já trabalhou?

AK: Comecei como rádio-escuta na Jovem Pan, em São Paulo, em 1993. Dois anos mais tarde, fui convidado para apresentar um programa de pré-jogo e trabalhar também como repórter na TVA Esportes (que pouco depois passou a se chamar ESPN Brasil). Sou colunista do Diário Lance! desde dezembro de 2007, e tenho um blog no Lancenet! desde maio de 2008. Minha carreira começou com um estágio praticamente não-remunerado de 3 meses na Pan. Após esse período de experiência, fui contratado. A dificuldade nessa época era acordar às 5 horas da manhã, para estar na rádio às 6. Meu turno na rádio-escuta era das 6 ao meio-dia.

BC: Que você é um grande jornalista, isso não nos resta dúvidas. Mas sendo filho de um jornalista famoso, você acha que isso abriu portas para sua carreira, lhe dando mais oportunidades de mostrar o seu talento?

AK: É provável que o meu primeiro chefe, o Marcelo Parada, tenha tido um motivo a mais para acreditar em mim, quando decidiu me dar o estágio. Mas meu pai só soube que eu ia começar a trabalhar no dia em que contei a ele. Então meu sobrenome pode ter me ajudado, sim. Mas a partir do primeiro dia, cada um depende das próprias qualidades e do próprio esforço.

BC: Olhando para o seu presente, você se sente realizado com tudo o que conseguiu até hoje?

AK: Realizado é uma palavra que não existe na minha profissão. Eu me sinto, como disse, privilegiado. Realizei sonhos profissionais como os de cobrir os principais eventos esportivos que existem, mas não é suficiente. Quero continuar fazendo isso. E o jornalismo é uma carreira em que o aprendizado não termina. Sempre tem alguém melhor, mais experiente, que te ensina algo. A realização pode ser a satisfação de se fazer o que gosta, todos os dias. Mas não há realização definItiva, pelo menos por enquanto.

BC: Você ainda tem um grande sonho dentro da profissão?

AK: Muitos. O maior de todos é construir minha carreira, meu nome. E poder criar minhas filhas como elas merecem.

BC: O jornalismo esportivo é uma área muito visada dentro do Jornalismo, muitos almejam trabalhar com o esporte, mesmo sabendo da dificuldade que irão encontrar. Você poderia dar alguma dica para quem está ingressando nessa área, ou para quem pretende entrar?

AK: Ler muito, aprender línguas, acumular habilidades que os outros não tenham. Cada vez mais, é preciso se diferenciar de alguma forma. Uma das primeiras grandes oportunidades que tive, ainda na Jovem Pan, foi a de sair da rádio-escuta e fazer parte da equipe de esportes da rádio. E só tive essa chance porque eu falava inglês.

BC: Fala-se em jornalismo, lembra-se de televisão, jornal, revista e internet. Qual desses meios de comunicação é melhor para se trabalhar, visando o lado financeiro?

AK: Na média, a TV paga melhor.

BC: Saindo um pouco do lado profissional e partindo para o lado pessoal. A profissão de jornalista exige muita dedicação de quem a exerce. É possível administrar bem a relação trabalho-família ou a dificuldade de passar um tempo com quem você ama é muito grande?

AK: Muito grande. É o pior “efeito colateral” da profissão, sem dúvida. Por isso é preciso valorizar os momentos em que se pode estar em casa.

BC: Para quem quer se destacar, parece visível a necessidade de estar sempre viajando. Um jornalista sempre tem que estar de malas prontas para qualquer situação?

AK: Sim. Mas não basta querer, ou estar disposto. Coberturas internacionais são, ou pelo menos deveriam ser, uma questão de merecimento.

BC: Qual foi a situação mais curiosa que você presenciou na sua carreira?Um momento marcante…

AK: Momentos marcantes foram muitos, e espero que continue assim. A situação mais curiosa, acho, foi quando e fui para o Havaí atrás do Guga, que tinha acabado de terminar o ano como primeiro do ranking. Eu tinha apenas algumas horas para encontrá-lo, e não sabia onde ele estava hospedado. Contei com a ajuda de algumas pessoas, e com a sorte. Deu tudo certo. Ele topou me dar uma entrevista, que fez parte de uma das melhores reportagens que fiz.

BC: Como está sendo para você esta experiência como apresentador do Sportscenter? Você pretende um dia deixar de ser repórter para ser só apresentador?

AK: Está sendo ótimo, era um sonho e um objetivo antigo. Mas não pretendo deixar de ser repórter, continuo fazendo matérias semanalmente. Nos grandes eventos que a ESPN cobre, em que a programação se adapta, trabalharei apenas como repórter.

BC: Você tem vontade de fazer rádio?

AK: Vontade, tenho. Mas falta tempo e algo concreto que eu possa fazer.

BC: No jornalismo, é necessário ter dois empregos? Jornal e televisão, rádio e televisão, jornal e rádio, etc.

AK: Necessário? Muitas vezes, sim. Mas é bom, porque amplia os horizontes, cria novas oportunidades e é útil financeiramente.

BC: Qual a sua opinião a respeito da não exigência do diploma em Jornalismo?

AK: Sou contra. Jornalismo é talento e formação. E a formação não está numa sala de aula.

BC: Qual é a sua paixão maior: futebol ou futebol americano?

AK: Futebol, sem comparação. Futebol americano é um dos esportes que adoro, mas não há nada como o futebol.

BC: Qual é o seu time do coração? Você pode nos revelar? (rs)

AK: Gostaria de poder, mas freqüento estádios para sobreviver.

BC: Na sua opinião, qual é o melhor narrador esportivo (TV e rádio)?

AK: Tenho muitos amigos dentro e fora da ESPN. Gosto do trabalho de muita gente.

BC: Melhor comentarista?

AK: O mesmo.

BC: Melhor programa esportivo?

AK: SportsCenter, lógico. (rs)

BC: Um apresentador no qual você se espelha?

AK: O SC é um programa muito diferente dos outros, por isso sempre me espelhei no trabalho dos apresentadores americanos.

BC: Para finalizar, por que o futebol americano é tão pouco valorizado no Brasil?

AK: Não acho que seja pouco valorizado. E está crescendo a cada dia.

Flamengo é time pequeno?

2009 Setembro 26
por Thiago Kimori

André Dias declarou em alto e bom som: ‘O Flamengo quer se mostrar grande, mas não é.’ Quanta bobagem… O time de maior torcida do Brasil, título da Libertadores, título mundial, cinco (há contradições) títulos brasileiros, uma enormidade de títulos cariocas… O que mais é preciso para ser grande?

Não confundam grandeza com falta de organização. Apesar de ser mal administrado, o Fla não é nem de longe um time pequeno. André Dias falou bobagem, pisou na bola. Quem é André Dias para duvidar da grandeza de um Flamengo? André Dias acaba, o Flamengo é pra sempre.

*Em breve, uma entrevista exclusiva com um jornalista da ESPN Brasil.