Vasco volta à Série A e mantém a tradição dos times grandes

2009 Novembro 7
por Thiago Kimori

Desde 2002, com a queda de Botafogo e Palmeiras, todos times grandes que foram rebaixados, voltaram à Série A do Brasileirão no ano seguinte. Além de Botafogo e Palmeiras, Atlético-MG, Grêmio e Corinthians, também passaram por esse sofrimento. O Vasco confirmou o seu retorno à Primeira Divisão há alguns minutos devido a vitória por 2 a 1 contra o Juventude, no Maracanã. Com isso, a tradição é mantida, um ano cai, no outro volta.

E assim como todos, o time de São Januário volta com força, volta organizado, volta com esperanças de um futuro melhor. A Série B parece dar um novo gás aos chamados times grandes do futebol brasileiro. A equipe carioca já especula alguns reforços para uma volta triunfante. Keirrison e Ronaldinho Gaúcho já foram especulados pelos lados do time cruz maltino.

‘O VASCÃO VOLTOU’

Corinthians 2010: Vale a pena contratar tantos ‘medalhões’?

2009 Novembro 6
por Thiago Kimori

Na ância de vencer a Copa Libertadores pela primeira vez, o Corinthians sai as compras em dezembro. No Parque São Jorge, ouve-se nomes como Riquelme, Roberto Carlos, Tcheco, Júlio César, e por aí vai. Riquelme e Roberto Carlos, apesar de parecerem distantes, podem estar mais perto do que todos imaginam. A questão do dinheiro fica em segundo plano, as parcerias feitas pelo Timão podem bancar com tranquilidade esses ‘medalhões’ do futebol mundial.

Mas o que deveria preocupar os corintianos é o fato de tantos jogadores experientes e consagrados estarem sendo contratados, ou sondados, pela equipe alvinegra. O meia argentino, Riquelme, do Boca Juniors, tem a horrível fama de ser aquele cara ‘ruim de grupo’. Por onde passou, exceto o Boca, o camisa 10 teve muitos problemas no que se diz a respeito de um bom relacionamento. Roberto Carlos, ao contrário, nunca esteve envolvido nesse tipo de problema, porém já está beirando os seus 37 anos de vida.

Às vezes, seria melhor buscar jovens valores que brotam como água em nosso país, do que buscar jogadores estrelas, que podem dar mais dor de cabeça do que recompensas. É claro que eles podem fazer sucesso no Timão, mas podem estragar tudo também. O futebol nos ensinou a perceber que um time bom, não é um time de estrelas, e sim, um time de cooperação. A experiência desses craques é essencial, isso eu não discuto, mas futebol é muito mais do que isso, é conviver em harmonia com os outros atletas, é estar bem condicionado fisicamente, é jogar pelo time, é estar com o espírito de vencer…

No Corinthians, esses jogadores terão que suar sangue, caso contrário, vocês já conhecem a torcida alvinegra. Não adianta ser o Pelé, tem que ser o Pelé com o espírito de um Herrera.

Vieri deve ser anunciado na quarta-feira pelo Botafogo-SP

2009 Novembro 2
por Thiago Kimori

Christian Vieri, ex-Inter de Milão e ex-seleção italiana, deverá ser anunciado nesta quarta-feira pelo Botafogo-SP. O representante do atacante no Brasil, Franck Assunção, tem uma reunião com o presidente do time de Ribeirão Preto, Luiz Pereira, nesta segunda.

A data da sua chegada ao Brasil ainda não está confirmada, sendo que o jogador de 36 anos passará por um período de dez dias de preparação no Rio de Janeiro antes de embarcar para São Paulo. Ele vem para disputar o Paulistão de 2010.

A idéia do clube paulista é realizar dois amistosos. Um deles seria contra o Corinthians, por causa de Ronaldo, ex-companheiro de Vieri na Inter de Milão, o outro contra o seu xará Botafogo, do Rio de Janeiro.

Na Série D, São Raimundo é o primeiro campeão

2009 Novembro 2
por Thiago Kimori

A equipe paraense conquistou o título do Brasileirão da Série D em cima do Macaé, do Rio de Janeiro. Foram realizadas duas partidas na final, a primeira em Volta Redonda, 3 a 2 Macaé, e a segunda, ontem, em Santarém, no Pará, 2 a 1 São Raimundo.

Somados os dois placares, resultaríamos em um total de 4 a 4, mas assim como na Copa do Brasil, a Série D, ou a ‘Quartona’, leva em conta os gols marcados fora de casa. Como o time do Pará marcou duas vezes no Rio de Janeiro, o São Raimundo se tornou o primeiro campeão do Campeonato Brasileiro da Série D.

Entenda a ‘Quartona’

A Quarta Divisão do Brasileirão foi criada no ano passado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e teve a sua estréia neste ano, com a participação de 39 clubes. Em 2010, os participantes serão definidos através dos campeonatos estaduais.

Além do São Raimundo, campeão, o Macaé, o Alecrim (RN) e a Chapecoense (SC), também garantiram vaga na Terceirona de 2010. Alecrim e Chapecoense foram eliminados nas semifinais da Série D deste ano.

Vasco quer Keirrison para 2010

2009 Novembro 2
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por Thiago Kimori

Mas como diz aquela famosa frase: ‘Querer não é poder’. Dorival Júnior, atual técnico do Vasco e ex-treinador de Keirrison no Coritiba, entrou em contato com o empresário do atacante, Marcos Malaquias. Porém, apesar do interesse do time carioca, o empresário do K9 diz que não há chances do atleta retornar ao Brasil nos próximos meses.

“Não vejo chance, sinceramente. Pelo Dorival, Keirrison já estaria no Vasco. Falo com ele muitas vezes, somos amigos também. E eles têm uma ótima relação. No Coritiba, Dorival defendeu o Keirrison todas as vezes, fez bem a ele como jogador e pessoa. Mas Keirrison é do Barcelona e, até por contrato, vai voltar para lá em junho e não deve sair” – disse Malaquias.

A especulação teria surgido devido à uma possível insatisfação do brasileiro no Benfica, pois ele tem poucas chances no time titular, e isso estaria deixando o ex-palmeirense descontente no clube português.

Bruxa solta na 33ª rodada do Brasileirão

2009 Novembro 1
por Thiago Kimori

Internacional 0×1 Botafogo

Santo André 2xo Grêmio

Cruzeiro 2×3 Fluminense

Aposto, e com convicção, que nem os mais fanáticos torcedores de Botafogo, Santo André e Fluminense, esperavam por tais vitórias. O Internacional praticamente deu adeus ao título com essa derrota para o Fogão, o Grêmio viu as chances de ir para a Libertadores se diminuirem ainda mais, e o Cruzeiro… Ah! Cruzeiro! Como deixar escapar uma vitória quando se está vencendo por 2 a 0?

O Fluminense conseguiu a segunda vitória seguida, sendo que ambas foram em cima dos times mineiros. Será que o Flu ainda vai se safar do rebaixamento? Seria algo estupendo, mas eu custo a acreditar que isso possa acontecer. A reação deveria ter iniciado há muito tempo, mas podemos torcer.

Pelo menos se cair, o  time carioca cairá de cabeça erguida, se é que podemos dizer isso! Esse Brasileirão só me surpreende!

Palmeiras vs Defederico: Deu empate!

2009 Novembro 1
por Thiago Kimori

O empate entre Palmeiras e Corinthians teve cara de vitória, mas foi para o Verdão. Foi um jogo totalmente truncado, poucos lances de tirar o fôlego, e tudo foi definido em detalhes. Não direi que clássico se decide assim, pois ficaria muito repetitivo, mas foi o que aconteceu. Um empate justo, com cara de triunfo verde.

O time do Palestra Itália começou bem a partida, atacou, atacou, mas não finalizava como deveria. Figueroa parecia ter medo de chutar em gol, e desperdiçou duas ótimas chances para o alviverde paulista. Um lance ali, outro aqui, e o jogo caminhava assim. Até que Matías Defederico resolveu dar as caras no duelo. O argentino apareceu bem, e teria sido decisivo caso o Timão vencesse o jogo.

Foi dele o passe para Jorge Henrique sofrer o pênalti, cometido por Marcos, que o puxou pela perna. Expulsão para o camisa 1 do Palmeiras, justa e merecida. Ronaldo brilhou, e fez. A partir daí, o Corinthians fez o que deveria fazer, segurou o jogo até o final do primeiro tempo.

Na segunda etapa, Muricy Ramalho optou por colocar Marquinhos no lugar de Marcão. Seria uma boa estratégia caso não estivéssemos falando de Marquinhos. O camisa 11 do Verdão entrou, mas nem parecia estar lá. Errou passes primários, fez jogadas bizarras e fez o coração dos palmeirenses bater ainda mais forte. Deyvid Sacconi teria sido a melhor opção.

Se o ataque não resolvia, Danilo resolveu. Em cobrança de falta, Figueroa colocou a bola na cabeça do zagueiro, Felipe saiu mal do gol, e o Palmeiras empatou. A reação era inevitável, pelo menos era o que todos esperavam. Todos, menos Defederico, que deu outro passe brilhante e Ronaldo fez mais um.

Toda aquela expectativa do time verde ficou restrita àquele sol que dominava a cidade de Presidente Prudente. Um novo empate era tido como improvável pela maioria das pessoas que acompanhavam a partida. Eu disse improvável, e não, impossível.

Mais uma jogada de bola parada, mais uma vez Figueroa, mais uma vez um zagueiro, 2 a 2. Maurício foi o marcador dessa vez. Foi um gol achado, um gol que fez o Palmeiras renascer, coisa que nem ele esperava. Dentinho ainda teve a chance de colocar o Corinthians novamente na frente, mas não colocou.

O resultado ainda deixa o Verdão na liderança do Campeonato Brasileiro com 58 pontos, empatado com o São Paulo, porém com o saldo de gols maior que o Tricolor.

Cansado de ser segundo, Barrichello termina o ano em terceiro!

2009 Novembro 1
por Thiago Kimori

Barrichello é oito, oitenta. Declarou volta por cima, almejou o título mundial antes do GP do Brasil, e ao término da temporada, ficou em terceiro. Nada mal para quem já estava jogado ao vento, sem equipe, sem créditos, e todas aquelas coisas que o mundo sabe.

Rubinho realmente deu a volta por cima. Chegou lá em cima por seus méritos, ou seria por deméritos dos outros? Não sei, só sei que chegou. Chegou? Nem tanto. Terminou a temporada, como sempre, no quase, quase, quase campeão. Valeu a expectativa, Rubens Barrichello conseguiu nos ‘distrair’ enquanto Felipe Massa se ausentou da Fórmula 1.

Ano que vem tem mais, e agora, Senna está de volta à F1. Não é Ayrton Senna, até porque seria impossível, mas sim, Bruno Senna, o sobrinho de Ayrton. Senna atuará pela equipe Campos. Ambos estrearão na Fórmula 1 em 2010. Nelsinho Piquet deve ficar fora dessa.

Ano que vem promete, né Rubinho?

‘Fenômeno’ Obina vs Fenômeno Ronaldo

2009 Outubro 31
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por Thiago Kimori

Dois atacantes, duas histórias, duas realidades parecidas, futebóis totalmente diferentes. De um lado, Obina, um ‘fenômeno’ às avessas, jogos espetaculares, partidas totalmente pífias, épocas boas, épocas péssimas, esse é Obina. Ronaldo é Ronaldo, espetáculo de jogador, coisa de outro mundo, mas que tem pela frente dois adversários invencíveis, os joelhos. Em primeiro plano existe só um Palmeiras e Corinthians, só o maior clássico paulista, só um dos jogos mais esperados na temporada, só o jogo que agita multidões.

Domingo, em Presidente Prudente, veremos mais uma ‘final’ do Brasileirão. É um jogo para não se perder, é uma partida para não se piscar um instante, é um confronto que pode decidir o futuro do Campeonato Brasileiro. Separe a pipoca, ajeite o seu sofá, sintonize a televisão e se delicie com mais uma bela partida de futebol. É imperdível.

Uma ótima diversão para o feriadão. Quem vai levar essa? Façam suas apostas.

São Paulo assume a liderança. E agora, Palmeiras?

2009 Outubro 29
por Thiago Kimori

O que todos temiam, aconteceu nesta quarta-feira. O São Paulo venceu o Inter por 1 a 0 e assumiu a primeira posição do Brasileirão 2009, pelo menos até hoje à noite, pois Palmeiras e Goiás jogam no Palestra Itália às 21hrs. O Verdão precisa ganhar, caso ainda queira algo satisfatório no campeonato. Uma derrota tira o alviverde da liderança e complica de vez a sua situação no torneio. Pelo futebol apresentado ultimamente, é óbvio que a equipe de Muricy Ramalho não voltará mais ao topo da tabela, caso o perca.

São Paulo e Atlético-MG correm por fora. O Tricolor com sua vasta experiência em momentos decisivos, e o Galo como franco atirador, afinal, não vence um Campeonato Brasileiro desde 1971, na época, foi primeiro o campeão nacional (considerando somente Campeonatos Brasileiros). Assumir a liderança era o que o time do Morumbi mais queria, agora a pressão está em cima dos outros. O São Paulo tem (ou tinha) como característica fazer a sua parte, já alguns não honram os uniformes que vestem.

Resta saber como esse campeonato maluco vai terminar. Neste ano, em que até o poderoso time de Ricardo Gomes vacilou, Cruzeiro e Flamengo, antes quase mortos, agora podem sonhar pelo caneco, ou no mínimo, por uma vaga na Copa Libertadores. O Palmeiras que fique atento, pois perder a liderança nessa altura do campeonato pode até tirá-lo da Libertadores. Futebol é 50% psicológico.

Que vença o menos pior!

2009 Outubro 20
por Thiago Kimori

Esse é o Brasileirão mais estranho que eu já presenciei. Times que têm a grande chance de disparar, acabam vacilando e dando chances à outros que vem atrás, mas que também vacilam. Enquanto isso, equipes consideradas quase mortas, começam a resurgir e também disputam o título. Que coisa mais estranha!

O Campeonato Brasileiro deste ano é o campeonato dos times ruins, é o campeonato que vai ser decidido nas últimas rodadas. Não pense que será porque há ótimas equipes disputando o caneco, pelo contrário, o nível é tão baixo que ninguém consegue se distanciar de ninguém. Mas será que não foi sempre assim?

Nos últimos anos, o São Paulo tinha predomínio total no Brasil. Quando os outros bobeavam, lá estava o Tricolor para ‘comer a alma’ deles e ser campeão sem nenhuma dificuldade. Neste ano, nem ele está bem. É até estranho vermos um torneio assim, justamente pela grande quantidade de craques que temos nessa temporada.

Fred, Adriano, Vágner Love, Diego Souza, Ronaldo, Kléber… São só alguns exemplos da constelação que habita nosso futebol em 2009. Mas apesar de tudo isso, o Brasileirão continua muito instável. Ninguém passa segurança, ninguém se mantém firme na briga pelo título. Se tivesse um time regular, ele seria campeão com dez rodadas de antecedência.

E aí, quem leva essa?

Feliz dia das crianças!

2009 Outubro 12
por Thiago Kimori
A primeira fase da vida é a melhor de todas. Você chega ao mundo sem saber para onde vai, aonde vai ficar, porém uma certeza, o prazer de viver e o milagre de nascer. Naquele instante começa uma nova era, uma nova vida que vai mudar as já existentes. Pais e mães acham esse momento o mais bonito que eles podem presenciar em vida.

O bebê cresce e vira criança. Para muitos, a melhor fase da vida, e por que duvidar disso? Esse é o momento em que brincamos, achamos graça de tudo, choramos muito, somos verdadeiros, vemos inocência nas coisas mais cabulosas do planeta. Aquele chamado pela mãe, aquele choro desesperado procurando abrigo nos braços dos pais, tudo isso faz parte da infância.

A falta de compromisso, a hora não marcada, as broncas, que sem elas não aprendemos nada, e a alegria de viver fazem a criança se diferenciar daquele mundo lá fora onde há adultos que nem sempre darão um bom exemplo para esses pequeninos. Dia 12 de outubro é o dia das crianças, o dia em que as crianças ganham presentes, e você consegue ver o brilho de felicidade nos olhos delas com apenas um carrinho, ou uma boneca.

Seja mais “infantil”, ria das coisas, encare a vida com a inocência de uma criança. Elas ensinam a gente, elas mudam muitas pessoas, elas são o futuro da humanidade. E todo mundo já foi um dia.

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!

O Palmeiras é o time a ser batido. Alguém duvida?

2009 Outubro 4
por Thiago Kimori

Vejam os números, eles provam mais do que nunca a bela fase palmeirense no Campeonato Brasileiro de 2009. Três vitórias seguidas fazem do Palmeiras o principal candidato ao título brasileiro deste ano. São Paulo, Atlético-MG e Internacional correm contra o tempo tentando alcançar o Verdão que está a cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado São Paulo.

Eu já vi vantagens serem tiradas, e diga-se de passagem, grandes vantagens. Mas vemos a capacidade de decisão que o time de Muricy Ramalho tem nas partidas importantes, aqueles jogos que fazem a diferença. A caminhada vai se encurtando, e o alviverde depende só de si para levantar o caneco, já os rivais, têm que correr atrás para recuperar o tempo perdido.

Enquanto isso, o tempo passa, as vitórias vêm, e o Palmeiras fica cada vez mais perto do pentacampeonato brasileiro. Façam suas apostas!

Blog do Chamba entrevista: André Kfouri

2009 Setembro 29
por Thiago Kimori
FOTO: lancenet

FOTO: lancenet

André Kfouri é jornalista formado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado). André começou a sua trajetória jornalística na rádio Jovem Pan, em 1993, e desde 1995 é repórter da ESPN Brasil. Em junho de 2009, passou a integrar a bancada que apresenta o Sportscenter, edição do meio-dia. O sucesso na profissão fez com que ele deixasse de ser o filho de Juca Kfouri e se tornasse o André Kfouri, um excepcional jornalista esportivo.

 

Blog do Chamba entrevista: André Kfouri

Blog do Chamba: André, abrindo essa entrevista, gostaria de saber como surgiu o interesse pelo Jornalismo? Você sempre quis exercer essa profissão?

André Kfouri: Sempre. Desde que eu comecei a pensar em trabalho, sempre soube que queria ser jornalista. Na verdade, eu sempre soube que queria ser repórter esportivo de TV. Considero-me um privilegiado por ter descoberto minha vocação tão cedo, e mais ainda por ter conseguido trilhar meu caminho.

BC: Todos sabem que você é filho do jornalista Juca Kfouri. De alguma maneira a carreira bem sucedida do seu pai influenciou para a sua decisão de também ser jornalista?

AK: Indiretamente, sim. Digo isso porque meu pai nunca me estimulou, de forma intencional, a ser jornalista. Mas por acompanhá-lo a estádios e redações desde que eu era pequeno, é claro que eu fui influenciado pelo ambiente, pelo estilo de vida. E como sempre fui apaixonado por esportes, o resultado era bem previsível.

BC: Você já sofreu preconceito na profissão por ser filho do Juca Kfouri?

AK: Preconceito não é a melhor palavra. Mas acredito que sempre haverá aquelas pessoas que olham para você e decidem que a razão de tudo o que você faz é seu sobrenome. Os incompetentes e os frustrados adoram pensar assim. Como sou a favor da felicidade de todos, não me preocupo com isso. Espero que os ajude a dormir à noite.

BC: Você encontrou dificuldades no início da carreira? Quais foram os lugares onde você já trabalhou?

AK: Comecei como rádio-escuta na Jovem Pan, em São Paulo, em 1993. Dois anos mais tarde, fui convidado para apresentar um programa de pré-jogo e trabalhar também como repórter na TVA Esportes (que pouco depois passou a se chamar ESPN Brasil). Sou colunista do Diário Lance! desde dezembro de 2007, e tenho um blog no Lancenet! desde maio de 2008. Minha carreira começou com um estágio praticamente não-remunerado de 3 meses na Pan. Após esse período de experiência, fui contratado. A dificuldade nessa época era acordar às 5 horas da manhã, para estar na rádio às 6. Meu turno na rádio-escuta era das 6 ao meio-dia.

BC: Que você é um grande jornalista, isso não nos resta dúvidas. Mas sendo filho de um jornalista famoso, você acha que isso abriu portas para sua carreira, lhe dando mais oportunidades de mostrar o seu talento?

AK: É provável que o meu primeiro chefe, o Marcelo Parada, tenha tido um motivo a mais para acreditar em mim, quando decidiu me dar o estágio. Mas meu pai só soube que eu ia começar a trabalhar no dia em que contei a ele. Então meu sobrenome pode ter me ajudado, sim. Mas a partir do primeiro dia, cada um depende das próprias qualidades e do próprio esforço.

BC: Olhando para o seu presente, você se sente realizado com tudo o que conseguiu até hoje?

AK: Realizado é uma palavra que não existe na minha profissão. Eu me sinto, como disse, privilegiado. Realizei sonhos profissionais como os de cobrir os principais eventos esportivos que existem, mas não é suficiente. Quero continuar fazendo isso. E o jornalismo é uma carreira em que o aprendizado não termina. Sempre tem alguém melhor, mais experiente, que te ensina algo. A realização pode ser a satisfação de se fazer o que gosta, todos os dias. Mas não há realização definItiva, pelo menos por enquanto.

BC: Você ainda tem um grande sonho dentro da profissão?

AK: Muitos. O maior de todos é construir minha carreira, meu nome. E poder criar minhas filhas como elas merecem.

BC: O jornalismo esportivo é uma área muito visada dentro do Jornalismo, muitos almejam trabalhar com o esporte, mesmo sabendo da dificuldade que irão encontrar. Você poderia dar alguma dica para quem está ingressando nessa área, ou para quem pretende entrar?

AK: Ler muito, aprender línguas, acumular habilidades que os outros não tenham. Cada vez mais, é preciso se diferenciar de alguma forma. Uma das primeiras grandes oportunidades que tive, ainda na Jovem Pan, foi a de sair da rádio-escuta e fazer parte da equipe de esportes da rádio. E só tive essa chance porque eu falava inglês.

BC: Fala-se em jornalismo, lembra-se de televisão, jornal, revista e internet. Qual desses meios de comunicação é melhor para se trabalhar, visando o lado financeiro?

AK: Na média, a TV paga melhor.

BC: Saindo um pouco do lado profissional e partindo para o lado pessoal. A profissão de jornalista exige muita dedicação de quem a exerce. É possível administrar bem a relação trabalho-família ou a dificuldade de passar um tempo com quem você ama é muito grande?

AK: Muito grande. É o pior “efeito colateral” da profissão, sem dúvida. Por isso é preciso valorizar os momentos em que se pode estar em casa.

BC: Para quem quer se destacar, parece visível a necessidade de estar sempre viajando. Um jornalista sempre tem que estar de malas prontas para qualquer situação?

AK: Sim. Mas não basta querer, ou estar disposto. Coberturas internacionais são, ou pelo menos deveriam ser, uma questão de merecimento.

BC: Qual foi a situação mais curiosa que você presenciou na sua carreira?Um momento marcante…

AK: Momentos marcantes foram muitos, e espero que continue assim. A situação mais curiosa, acho, foi quando e fui para o Havaí atrás do Guga, que tinha acabado de terminar o ano como primeiro do ranking. Eu tinha apenas algumas horas para encontrá-lo, e não sabia onde ele estava hospedado. Contei com a ajuda de algumas pessoas, e com a sorte. Deu tudo certo. Ele topou me dar uma entrevista, que fez parte de uma das melhores reportagens que fiz.

BC: Como está sendo para você esta experiência como apresentador do Sportscenter? Você pretende um dia deixar de ser repórter para ser só apresentador?

AK: Está sendo ótimo, era um sonho e um objetivo antigo. Mas não pretendo deixar de ser repórter, continuo fazendo matérias semanalmente. Nos grandes eventos que a ESPN cobre, em que a programação se adapta, trabalharei apenas como repórter.

BC: Você tem vontade de fazer rádio?

AK: Vontade, tenho. Mas falta tempo e algo concreto que eu possa fazer.

BC: No jornalismo, é necessário ter dois empregos? Jornal e televisão, rádio e televisão, jornal e rádio, etc.

AK: Necessário? Muitas vezes, sim. Mas é bom, porque amplia os horizontes, cria novas oportunidades e é útil financeiramente.

BC: Qual a sua opinião a respeito da não exigência do diploma em Jornalismo?

AK: Sou contra. Jornalismo é talento e formação. E a formação não está numa sala de aula.

BC: Qual é a sua paixão maior: futebol ou futebol americano?

AK: Futebol, sem comparação. Futebol americano é um dos esportes que adoro, mas não há nada como o futebol.

BC: Qual é o seu time do coração? Você pode nos revelar? (rs)

AK: Gostaria de poder, mas freqüento estádios para sobreviver.

BC: Na sua opinião, qual é o melhor narrador esportivo (TV e rádio)?

AK: Tenho muitos amigos dentro e fora da ESPN. Gosto do trabalho de muita gente.

BC: Melhor comentarista?

AK: O mesmo.

BC: Melhor programa esportivo?

AK: SportsCenter, lógico. (rs)

BC: Um apresentador no qual você se espelha?

AK: O SC é um programa muito diferente dos outros, por isso sempre me espelhei no trabalho dos apresentadores americanos.

BC: Para finalizar, por que o futebol americano é tão pouco valorizado no Brasil?

AK: Não acho que seja pouco valorizado. E está crescendo a cada dia.

Flamengo é time pequeno?

2009 Setembro 26
por Thiago Kimori

André Dias declarou em alto e bom som: ‘O Flamengo quer se mostrar grande, mas não é.’ Quanta bobagem… O time de maior torcida do Brasil, título da Libertadores, título mundial, cinco (há contradições) títulos brasileiros, uma enormidade de títulos cariocas… O que mais é preciso para ser grande?

Não confundam grandeza com falta de organização. Apesar de ser mal administrado, o Fla não é nem de longe um time pequeno. André Dias falou bobagem, pisou na bola. Quem é André Dias para duvidar da grandeza de um Flamengo? André Dias acaba, o Flamengo é pra sempre.

*Em breve, uma entrevista exclusiva com um jornalista da ESPN Brasil.

Kléber pediu pra sair… Palmeiras é o destino?

2009 Setembro 24
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por Thiago Kimori

Após ser vaiado, ser chamado de bígamo pelo próprio presidente do Cruzeiro e ter sido protagonista de uma enorme confusão, Kléber não quer mais ficar no clube mineiro. Em entrevista ao globoesporte.com, o Gladiador afirmou não estar feliz na Raposa e pediu pra sair!

Em times brasileiros, o camisa 30 disse que só jogaria pelo Palmeiras e o próprio Cruzeiro. Porém, Kléber já fez mais de seis partidas neste Brasileirão pelo clube celeste e não pode mais atuar por nenhum time brasileiro da Série A. Se ele sair mesmo, para onde ele irá? Ficar encostado no Palmeiras esperando o início de 2010 ou ir para a Europa?

Acho que a melhor solução é ficar na Raposa e sair só no ano que vem. Mas será que o Cruzeiro vai liberá-lo assim tão fácil? Vamos ver.

Sai Edno, chega Domingos… Agora vai!

2009 Setembro 23
por Thiago Kimori

A Portuguesa será o destino do zagueiro Domingos, dispensado por Vanderlei Luxemburgo, no Santos. Fortaleza, São Caetano e Ponte Preta também estavam interessados, porém ele acabou acertando com a Lusa. Sorte da Portuguesa ou dos outros times? Fica a dúvida no ar.

Você gostaria de ter o Domingos no seu time? Fica a dúvida no ar.

Você acha que o Domingos tinha condições de jogar a Série A do Campeonato Brasileiro? Fica a dúvida no ar.

Como o Domingos ainda consegue arranjar clubes relativamente famosos para jogar? Fica a dúvida no ar.

Em meio à tantas dúvidas, eu tenho uma única certeza sobre ele, e vocês já devem ter percebido qual é. Fica no ar…

Blog do Chamba entrevista: Fábio Finelli

2009 Setembro 21
por Thiago Kimori
FOTO: Arquivo de imagens do Google

FOTO: Arquivo de imagens do Google

Fábio Finelli é formado em Jornalismo pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado). No mercado de trabalho, Finelli trabalhou na TV Globo e produziu um site esportivo, com os seus amigos, chamado Arena FC. Desde março de 2007, ele é assessor de imprensa da Sociedade Esportiva Palmeiras.

  
  
 
 
 
Blog do Chamba entrevista: Fábio Finelli
  
Blog do Chamba: Começando a entrevista… Fábio, você sempre quis ser jornalista?
 
Fábio Finelli: Sim, desde criança. Sempre gostei muito de ler e tinha facilidade em escrever. Na verdade, eu aprendi a escrever através do Palmeiras. Eu anotava tudo, sobre todos os jogos, tudo o que saia na televisão sobre o Palmeiras, isso desde 1994. Escrevia todo dia, sobre tudo. Por incrível que pareça, já cheguei na faculdade sabendo escrever corretamente.
 
BC: Você fez jornalismo pensando em futebol, ou você tem paixões por outros esportes também?
 
Finelli:  Depois de futebol, o que eu mais gosto é futebol de mesa. Desde moleque sempre joguei futebol de botão, sempre participei de campeonatos. Torço para que esse esporte se torne olímpico em breve. 
 
BC: Você acha que só a faculdade te dá uma boa base para o mercado de trabalho?
 
Finelli: A faculdade ajuda, mas com certeza não prepara para o mercado de trabalho. As pessoas aprendem mesmo no dia-a-dia, na prática, colocando a mão na massa. As faculdades de jornalismo estão bem preparadas e melhorando a cada ano, mas com certeza não preparam como deveriam o aluno.
 
BC: Quanto mais cedo começar a estagiar, melhor?

Finelli: Claro. O jornalismo é uma área cada vez mais concorrida, e para quem está começando, a remuneração é muito baixa. Se paga muito mal para quem está começando. Mas independente disso, é importante começar a estagiar cedo, mesmo que não se ganhe nada por isso. O estágio, ou um emprego que não paga nada ou quase nada, vale muito a pena pelo aprendizado. O que você está fazendo, que é escrever num Blog, já é um aprendizado monstruoso.

BC: Qual foi o seu primeiro emprego na área?

Finelli: Na TV Globo eu exercia uma função mais técnica, mas fiz alguns estágios jornalísticos dentro da própria, além do ArenaFC, que foi um site esportivo que eu e mais quatro amigos criamos logo depois de sairmos da faculdade.

BC: Como foi trabalhar na TV Globo? Você tem mais elogios ou críticas em relação à ela?

Finelli: Só tenho elogios. A Globo é uma empresa que respeita bastante seus funcionários, em especial quanto aos benefícios e o aprendizado. A cobrança é sempre muito grande, mas isso ajuda para o crescimento como pessoa e profissional.

BC: Como surgiu a idéia para a criação do Arena FC? Foi na faculdade?

Finelli: A idéia partiu através do TCC. Tínhamos que elaborar um projeto e pensamos num trabalho que nos colocasse no mercado de trabalho, mesmo que não fosse para ganhar nada. O Arena FC surgiu em 2005 e teve dois anos maravilhosos. Sem qualquer tipo de divulgação e sem dinheiro para investimentos, conseguimos muita coisa. No final de 2006, conseguimos atingir 400 mil page views por dia, algo fantástico para um site que não tinha estrutura. Conseguimos colaboradores pelo Brasil inteiro, todos estudantes de jornalismo, que faziam a cobertura dos times da região. Conseguimos esse pessoal através de divulgação pelo Orkut. Foi tudo muito bacana e eu posso dizer que consegui projeção também por causa do ArenaFC. Por isso que é importante não apenas criar Blogs ou sites, mas ter responsabilidade e sempre pregar um trabalho sério e honesto.

BC: Você ainda colabora com o site?

Finelli: Não. Desde que eu entrei no Palmeiras, em 2007, que eu me afastei totalmente. Infelizmente, o site hoje está quase que abandonado, com poucas pessoas ajudando e tocando as coisas por falta de tempo. Inclusive, dou a ideia aqui que estudantes de jornalismo que queiram resgatar e colocar o ArenaFC na mídia novamente, que façam isso. Eu posso ajudar.

BC: Qual é o melhor: trabalhar numa redação ou assessorar?

Finelli: Depende do gosto de cada pessoa. Eu nunca sonhei em ser assessor de imprensa, mas estou gostando bastante. Nunca tive experiência na área, o começo foi muito difícil, mas acabei aprendendo a pegando as coisas com o tempo. E é claro que tudo o que fiz na Globo e no ArenaFC me ajudou bastante. Como assessor, eu vejo as coisas como profissional da área e também como jornalista. É importante entender os dois lados.

BC: As assessorias de imprensa têm oferecido mais chances de emprego aos jornalistas recém formados?

Finelli: As assessorias são uma nova tendência, é algo fundamental para empresas, jogadores, personalidades. Acho que é uma área que os estudantes recém formados poderiam ver com bons olhos. Além disso, tem uma adendo importante: as assessorias costumam pagar bem.

BC: Você ainda pretende atuar como jornalista na televisão, no rádio, em jornal…?

Finelli: Eu ainda sou relativamente jovem, tenho 27 anos, e é claro que não serei eterno no Palmeiras. Quando eu sair, pretendo seguir na área de assessoria, mas é claro que está nos planos trabalhar novamente em TV ou qualquer outro segmento.

BC: Fábio, o que você pensa a respeito da lei que não exige o diploma de jornalismo?

Finelli: Achei ridículo, uma vergonha. O que o jornalismo tem de diferente das outras profissões? Claro que, às vezes, um cara de economia é melhor que um jornalista, mas isso não quer dizer que precisa tirar o diploma. De qualquer maneira, não acho que vai mudar muita coisa. O respeito foi abaixo, mas a maioria das empresas continua contratando profissionais que tem diploma, e isso é o que interessa.

BC: Aliar a sua paixão pelo Palmeiras com a sua profissão foi uma grande realização na sua vida?

Finelli: Foi um sonho. Até hoje às vezes não cai a ficha. Mas, hoje, aprendi muito a ver as coisas como profissional e não torcedor. É claro que minha paixão nunca vai morrer, mas no dia-a-dia do trabalho e com os jogadores, você não pode jamais pensar como torcedor. Eu até falo que o fato de ter sido torcedor me ajuda às vezes em algumas conversas do dia-a-dia, mas não pode atrapalhar.

BC: Como é o trabalho em uma assessoria de um clube tão popular do Brasil? Quais as dificuldades e quais os prazeres?

Finelli: As dificuldades são enormes, não dá para citar aqui. As pessoas às vezes não tem idéia ou dimensão do quanto trabalha um assessor. É segunda a segunda, o dia inteiro. O celular não para de tocar. É ter jogo de cintura com a imprensa. Você às vezes agrada um e não o outro. É ter habilidade para fazer cobranças, sugerir pautas, vetar declarações polêmicas, preparar coletivas… É muita, mas muita coisa mesmo. O assessor é um dos profissionais que mais trabalha num clube de futebol.

BC: Quais são os seus ídolos no futebol e no jornalismo?

Finelli: Eu comecei a acompanhar futebol, pra valer em 1990, quando tinha 9 anos, mas foi em 93/94 que o bicho pegou né! Cresci vendo o Palmeiras campeão. São muitos os ídolos, mas dois em especial marcaram, o Evair e o Marcos. O Evair foi meu grande ídolo. No jornalismo, são muitos. Mas se for para citar apenas um, fico com o Mauro Beting. E não é nem pelo fato de ele ser palmeirense. Ele é um cara trabalhador, honesto e de caráter. E faz bem tudo o que faz: TV, rádio e internet. Vou falar mais o que? (rs)

BC: Um momento marcante para você no futebol?

Finelli: São três: a Copa Libertadores de 2000, jogo entre Palmeiras e Corinthians, e a Copa Libertadores de 1999, na final contra o Deportivo, e aquela virada do Palmeiras em cima do Flamengo pela Copa do Brasil de 1998.

BC: Você levaria o Ronaldo à Copa de 2010?

Finelli: Não pode levar só pelo nome, mas se ele tiver em condições e jogando bem, com certeza. Mas ainda acho que pode ir o Vágner Love…

BC: Quem você acha que leva o Brasileirão de 2009?

Finelli: Palmeiras, com o gol do título aos 36 minutos do segundo tempo na última rodada… (rs)

BC: Melhor narrador esportivo (TV e rádio)?

Finelli: De TV, gosto muito do Luis Roberto, acho ele um dos melhores, tanto narrando quanto apresentando. De rádio, o José Silvério continua sendo o melhor. Mas tem outros bons, como o Ulisses Costa, que está se tornando um dos melhores.

BC: Melhor comentarista esportivo?

Finelli: Eu gostava muito do Mário Sérgio, que estava como treinador. Hoje, fico com o Casagrande. Acho ele simples e objetivo. 

BC: Melhor programa esportivo?

Finelli: Acho que os da TV fechada são os melhores. Fico com o Arena Sportv.

Ronaldinho Gaúcho vai se aposentar? Dizem por aí…

2009 Setembro 20
por Thiago Kimori

A fase de Ronaldinho Gaúcho não poderia estar pior. Desde 2006, o craque não joga nem 10% do que apresentava no Barcelona até a temporada de 2005. Um caso estranho de se ver, já que a maioria dos craques passa por fases ruins, porém, não se prolonga durante tanto tempo assim.

No Milan, Ronaldinho vem de mal a pior. Nas últimas duas partidas, ele não foi sequer relacionado. Correm rumores de que o camisa 80 vai encerrar a carreira. Mas já, Ronaldinho? A grande solução para o caso do Gaúcho seria a volta ao futebol brasileiro?

Por que não fazer igual ao Adriano? Cada dia que passa, vejo Ronaldinho Gaúcho mais próximo do futebol brasileiro. Seria, e talvez será, a única maneira do jogador voltar à velha, e boa, forma que ele esbaldava até meados de 2006.

Projetos Libertadores, corram atrás. Times que vão se classificar para a competição sul americana, deveriam correr atrás para saber qual é a real situação do brasileiro no Milan. Ronaldinho Gaúcho no Grêmio? No Palmeiras? No Corinthians? No Internacional? No São Paulo? No Flamengo? 

Por que não?

Copa de 2010: Você levaria o Ronaldo?

2009 Setembro 19

A situação em que Ronaldo se encontra é muito parecida, em alguns aspectos, com a de Romário em 2002. Naquele ano, o Brasil inteiro reclamava e exigia que o baixinho estivesse na lista dos 23 convocados que iriam à Copa da Coréia/Japão. Felipão, sempre cabeça-dura, insistiu em não convocá-lo e levou o Fenômeno, na época, voltando de lesão (situação que não nos surpreende).

Ronaldo foi o escolhido naquela oportunidade, foi à Copa do Mundo daquele ano, e arrebentou, todos já sabem o desfecho dessa história. Quase oito anos depois, nos deparamos com uma situação muito semelhante. Luis Fabiano comendo a bola, Adriano se recuperando no Flamengo, Nilmar se firmando na Espanha… Mas ninguém quer saber deles. Todos só falam em Ronaldo na seleção.

O Fênomeno se resumi pelo seu próprio apelido, ‘Fenômeno’. Mas devemos pensar na seleção, que por sinal é o melhor time desde a saída de Felipão. Alguns devem achar que me esqueci daquela constelação da gestão Carlos Alberto Parreira, estão errados! Não esqueci, aliás, me lembro muito bem. Um time que cada jogador atuava para si mesmo e, no final, via no que dava. Deu numa eliminação precoce para França na Copa do Mundo de 2006.

A seleção de Dunga não joga se exibindo, não quer dar show, não quer agradar à ‘gregos e troianos’. Ela joga como um time, um time que busca na coletividade conseguir os melhores resultados possíveis e imagináveis. Alguém duvida que brigaremos pelo título mundial do ano que vem? Creio que ninguém é tão pessimista assim.

Em sua atual condição, convocar o Ronaldo seria uma grande injustiça para com os outros que estão dez mil vezes melhor condicionados que o Fenômeno. Bem fisicamente, a história muda de cara, afinal, todos nós sabemos das qualidades do ‘Gordo’. Essa dúvida ficará na cabeça de todos os brasileiros até o dia da convocação para a Copa da África do Sul. Agora nos resta saber, será que esta dúvida também paira sobre a cabeça de Dunga?